sexta-feira, 13 de abril de 2018

Rússia e Irã alertam os EUA sobre possíveis represálias caso voltem a atacar a Síria





O centro de comando conjunto das tropas aliadas do presidente sírio, Bachar Alassad que incluem forças da  Rússia,Irã o Hezbolá e várias milícias ligadas ao regime, advertiu os Estados Unidos  que responderá com a força caso o país volte a atacar a Síria, Como os Norte Americanos fizerão na semana passada quando Donald Trump mandou bombardear com mísseis Tomahawk a base aérea de Shayrat.
“O que os Estados Unidos perpetraram é uma agressão contra a Siria que cruza a linha vermelha. A partir de agora responderemos com força a qualquer agressor ou qualquer violação da linha vermelha por quem quer que seja, e os Estados Unidos conhecem bem nossa capacidade de responder”, informa o comunicado, divulgado por Ilam al Harbi, segundo a agência Reuters.
A nota acrescenta que a presença de militares dos Estados Unidos no Norte do país é ilegal e salienta que isso as torna “forças de ocupação”. As forças integradas no já mencionado comando afirmam que redobrarão o apoio ao exército sírio como consequência do ataque dos Estados Unidos.
A declaração do comando conjunto foi feita horas depois de Assad afirmar que os Estados Unidos tinham fracassado em seu objetivo de elevar o moral “dos Terroristas que apoiam na Síria, com seu ataque de dois dias antes à base aérea.
Também se seguiu à embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, afirmar que não haverá nenhuma solução política para o conflito na Síria “se o presidente Bachar al Assad permanecer no poder”, acrescentando que as autoridades norte-americanas estão dispostas a “fazer algo mais” a respeito.
Segundo nota da presidência síria, Assad fez essas declarações durante conversa telefônica com seu par iraniano, Hasan Rohaní. Para Assad, Washington não atingiu sua meta principal com o ataque de sexta-feira que, afirmou, era elevar o moral dos “grupos terroristas que apoia, depois das conseguidas pelo Exército Árabe Sírio”.
Por sua vez, Moscou assegurou que o presidente iraniano transmitiu a Vladimir Putim  que o ataque dos Estados Unidos é inaceitável. “Os líderes trocaram opiniões sobre a situação na Síria e ambos destacaram que são inadmissíveis as ações agressivas dos EUA contra um Estado soberano em violação às normas do direito internacional”, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgado pela agência oficial de notícias russa RIA Novosti.
Os Estados Unidos atacaram com 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk a base síria de Shayrat, de onde supostamente foram lançados os ataques aéreos com armas químicas de terça-feira contra a cidade de Khan Sheikhun, matando pelo menos 87 pessoas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Fonte-El-Paiz

Os Estados Unidos dispararam ao menos 70 mísseis nesta quinta-feira contra alvos na Síria

Os Estados Unidos dispararam ao menos 70 mísseis nesta quinta-feira contra alvos na Síria, em resposta ao ataque com armas químicas atribuído ao regime do presidente Bashar al Assad.
    Uma fonte do Pentágono informou que 70 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram disparados contra a base aérea de Shayrat, de onde, segundo Washington, partiu o ataque químico, que deixou 86 mortos, incluindo várias crianças.
     Um bombardeio aéreo atingiu na terça-feira, por volta das 7h (1h de Brasília) a pequena cidade de Khan Sheikhun, controlada por rebeldes e extremistas na província de Idleb, no noroeste da Síria.
Imagens de uma correspondente da AFP mostraram corpos sem vida estendidos na calçada e pessoas sofrendo convulsões e crises de asfixia.

Quem é o responsável?
     Vários dirigentes, especialmente ocidentais, e a oposição síria acusaram o regime de Bashar Al Assad.
— Todas as provas que vi sugerem que foi o regime de Al Assad.... Usando armas ilegais contra seu próprio povo — afirmou o secretário britânico de Relações Exteriores, Boris Johnson.
    O presidente francês, François Hollande, fez alusão à "responsabilidade" de Assad no "massacre" e a Casa Branca denunciou como um "ato odioso do regime" de Damasco. A Coalizão Nacional, grande plataforma opositora síria, questionou o "regime do criminoso Bashar" al Assad.

O que dizem o regime e seus aliados
     O Exército sírio desmentiu "categoricamente ter empregado qualquer substância química em Khan Sheikhun". O presidente russo Vladimir Putin considerou "inaceitável" acusar sem provas o regime sírio de responsabilidade no suposto ataque.

Armas químicas na Síria
     Em agosto de 2013, o regime foi acusado de ter empregado gás sarin em um ataque contra dois setores rebeldes na periferia de Damasco, que deixou, segundo os Estados Unidos, mais de 1,4 mil mortos.
     O governo rechaçou as acusações e ratificou, na ocasião, a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas. A Síria deveria ter destruído seu arsenal químico em virtude de um acordo entre Moscou e Washington, mas suspeita-se que o regime tenha voltado a utilizar este tipo de armamento em várias ocasiões.
     Em outubro do ano passado, o Conselho de Segurança recebeu um informe concluindo que o exército sírio tinha realizado ataques com cloro em 2014 e 2015.
     No começo de março deste ano, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OIAC) informou que investigava outros oito ataques com gás tóxico cometidos na Síria desde o começo de 2017.
O regime sírio e a Rússia acusam grupos rebeldes armados ou extremistas de usar armas químicas.